E hoje os meus doentes são os mesmos de sempre. E passam-se meses, e talvez já se tenham passado anos e eles regressam. E hoje reencontrei 2 de longa data, reenternados. E acompanhamos todo o processo, e reconhecemos as famílias e não reconhecemos os doentes. Porque são os mesmos mas já não são os mesmos. Por fora estão mais em baixo, por dentro estão diferentes. E percebemos que o sucesso tem um prazo. E o deles expirou. Mas há relações que se criam, há laços. Hoje senti a confiança, nas minhas sugestões, no meu julgamento, de uma relação que já vai longa e que se baseia na confiança. Porque os doentes não são todos iguais e é bom conhecê-los para além do estereótipo. Ajuda a cuidar.

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